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LIMITES SAUDÁVEIS

A IMPORTÂNCIA DE ESTABELECER LIMITES DE FORMA AFETIVA

A educação, em suas dimensões (escola e família), denota ação. Educar como um processo de transmissão de conhecimentos, hábitos e valores, como também criar condições para que o indivíduo experiencie o mundo. Mas, para educar de forma assertiva, é necessário agir e estabelecer limites saudáveis.  

Assim que a criança (1-2 anos) começa a andar e explorar o ambiente fica evidente a necessidade de estabelecer limites. Ela precisa do adulto para ensinar-lhe o que pode e o que não pode ser feito. Mas impor limites é tão difícil quanto aceitá-los.

 

A criança vive um processo de transformação para tornar-se independente e aprende com a experiência. Mas é necessário dizer “não” diante de situações perigosas e para atitudes que possam ferir o outro. Como sua memória não está completamente desenvolvida, as regras precisam ser repetidas várias vezes. O grande desafio hoje é achar o equilíbrio entre exercer autoridade sem ser autoritário, é saber estabelecer os limites necessários de forma afetiva, valorizando o ser humano, trabalhando a autoestima.

Junto com o limite dado pelo adulto, a criança cria um senso de satisfação. Quando a criança tem todos os seus desejos satisfeitos, ela continua com a ideia inicial de “onipotência” e isto gera um alto grau de insatisfação. Apesar de terem tudo, estão sempre insatisfeitos.

Estabelecer limites é oferecer à criança a fronteira até onde ela pode ir. Determinar esta fronteira é dever, inicialmente, dos pais e posteriormente, dos educadores na escola. Quando estes limites são estabelecidos, a criança fica mais tranquila pois está desenvolvendo a capacidade de lidar com a frustração; o que é necessário e saudável em todos os ciclos da vida.

 

Mas não se surpreenda se, imediatamente após sua intervenção, a criança voltar a adotar a atitude pela qual acabou de ser repreendida. A criança está formando o conceito do que é certo ou errado (3-4 anos) e esse aprendizado acontece lentamente. É provável que os pais tenham de repetir várias vezes a mesma advertência. E na medida do possível, devem fazê-lo com o máximo de tranquilidade, entendendo o processo de desenvolvimento da criança.

 

Chega o momento em que a criança (5-6 anos) adquire um número considerável de conhecimentos que vão aumentando e variando com as noções que tem do mundo. Mas a mudança que se manifesta nesta etapa é devida também à educação. Se através dos “limites”, os excessos dos impulsos são travados e os desvios orientados, isso refletirá em seu comportamento nos espaços de convívios sociais, principalmente no ambiente escolar.

Meditação e Relaxamento no Âmbito Escolar

A meditação pode beneficiar o desenvolvimento da criança e adolescente na sua integridade, estimulando a aprendizagem intelectual, equilíbrio emocional e bem-estar físico.

Com o passar do tempo e a evolução do “ser”, percebeu-se que mais que a força física, era indispensável o equilíbrio emocional para a transformação da informação em conhecimento.

Nesse sentido a prática de meditação pode contribuir, pois é uma intervenção lúdica que possibilita a integração interna de tudo que a criança e adolescente absorve de informações no seu dia-a-dia, para seu Amadurecimento Psíquico.

A prática de Meditação e Relaxamento pode tornar-se um instrumento de intervenção e apoio, para que de modo lúdico a criança e adolescente possa integrar e sintonizar internamente seu corpo e sua mente.

O desenvolvimento emocional e social da criança e adolescente inclui o desenvolvimento de uma boa habilidade interpessoal. O desenvolvimento das relações positivas com os outros e desenvolvimento das compreensões interpessoais promove a autoconfiança e auto-estima, mas para isso é necessário a percepção de si mesmo e de sua identidade pessoal.  Nesse sentido, a prática de meditação e relaxamento favorece nutrindo um ambiente harmônico e acolhedor possibilitando fluidez no processo de aprendizagem como um todo.

A meditação é capaz de atuar no sistema nervoso autônomo e conduzir a um estado de relaxamento e diminuição de estresse, importantes para o bem-estar físico e mental infanto-juvenil. Pois, servirá de instrumento que guiará o desenvolvimento das habilidades mentais, emocionais e físicas integrando e harmonizando estas esferas.

Para isso, o professor em sala de aula pode disponibilizar “Vivências Meditativas” que aproximem os alunos de seu EU Interior e dos seus companheiros de turma, servindo como agente de Crescimento e transformação. A Educação pode liberar e orientar as capacidades do corpo, da mente e do espírito da criança/adolescente, para que eles expressem suas ações em plenitude, manifestando e reconhecendo seus dons e talentos, conhecimento indispensável para sua escolha profissional futura, ante ao vestibular.

Rafael Yus, em “Educação Integral, uma Educação Holística para o Século XXI (2002) defende a possibilidade de trabalhar o corpo e mente como um todo e, “ajudar os estudantes a sintetizar a aprendizagem e a descobrir a inter-relação entre todas as disciplinas, enfatizando uma perspectiva global e os interesses comuns humanos. Capacitar os estudantes para desenvolver um senso de harmonia e bem-estar, necessário para a construção da Paz Mundial”

Sendo assim, na escola de hoje não cabe a divisão de saberes uma vez que, para um trabalho rico em aprendizagens significativas é essencial que a mente e o corpo sejam trabalhados juntos.

A meditação é reconhecida como uma técnica de promoção de autoconhecimento dos processos cognitivos, emocionais e corporais.  Pode-se definir meditação como uma prática que engloba um conjunto de técnicas que buscam treinar a focalização da atenção. Acredita-se que a meditação como uma prática na escola apresentará benefícios tanto na parte cognitiva motora e, através do desenvolvimento da atenção plena e da prática de relaxamento e meditação que se busca que a criança e adolescente integrem suas vivências e seus diversos saberes de forma significativa.

 

“A Educação é crescimento por meio da descoberta e da abertura de horizontes, e que supõe um envolvimento no mundo, sustentado pelo interesse, pela curiosidade e pelo propósito pessoal de compreender e encontrar sentido”

ESCOLHA PROFISSIONAL

ESCOLHA PROFISSIONAL E VESTIBULAR – UMA DUPLA ANSIOGÊNICA

 

O Suporte Terapêutico para a escolha profissional, serve não apenas para se ter um norte sobre o campo profissional, mas também como uma oportunidade de autoconhecimento, alinhamento entre habilidades/características pessoais e profissão, do sentido do trabalho para o ser humano, assim como, da relação trabalho e projeto de vida. O momento do vestibular parece potencializar a ansiedade, já que ele pode representar uma passagem para o mundo adulto e uma possibilidade de sucesso perante a sociedade. Além disso, a busca pela certeza da escolha do curso é recorrente.

A adolescência é uma fase em que o jovem vivencia um conflito relacionado ao rito de passagem para idade adulta, além da escolha profissional e a prova do vestibular.  Em relação ao vestibular o adolescente não é só desafiado no seu próprio desempenho, mas também no seu significado como pessoa, já que o vestibular pode ser visto como uma porta de entrada para o mundo dos adultos (biológico-psicológico), no qual o trabalho ocupa um papel central.

Em relação à condição emocional do jovem vestibulando, o medo, o estresse e a ansiedade se fazem presentes, já que o vestibular pode acarretar um sentimento de perda em relação ao convívio com os amigos e ao lugar onde nasceu, bem como uma necessidade do estudante assumir, de maneira autônoma, o seu estudo. Além disso, a cobrança da família, de amigos e do próprio meio social para que o estudante obtenha a aprovação contribui, principalmente, para o surgimento da ansiedade.

Conceitua-se ansiedade como sendo uma antecipação receosa de algo que no futuro se apresentará, sendo uma condição caracterizada por apreensão, tensão ou insegurança. Portanto, a intensidade na qual a ansiedade se manifesta está relacionada à pressão imposta sobre o indivíduo que vivenciará sentimentos de ansiedade e angústia, devido ao medo da reprovação e ao medo de decepcionar a família.

A decisão para a Escolha Profissional é outro fator que contribui para a geração de ansiedade. Diante disso, o Suporte Terapêutico apresenta-se como uma possibilidade do indivíduo lidar com tal escolha de maneira menos ansiosa. O principal objetivo do Terapeuta é auxilia-lo no seu processo de tomada de decisão em relação à sua profissão. A medida que ganha mais experiência em tomar decisões, e ao se familiarizar com as ferramentas e as estruturas necessárias para a tomada de uma decisão eficaz, irá aumentar a sua confiança.

Cabe enfatizar que a escolha profissional pertence exclusivamente ao indivíduo, e que é realizada dentro das possibilidades reais do momento dessa escolha, por isso é limitada e não definitiva. Em relação a este último aspecto, é importante ressaltar o caráter momentâneo da escolha, já que ocorre em um determinado contexto da vida do sujeito e envolve tanto as esferas sociais e pessoais quanto familiares.

É importante ressaltar que o Suporte Terapêutico para a Escolha Profissional, não se propõe a dar um resultado, é um processo, no qual o orientando é o sujeito ativo, que decide sua própria profissão.

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