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Como saber se é a hora certa para o desfralde?

Sabemos que cuidar e educar são duas atividades que se completam. A criança deve ser entendida em seu processo integral, nos aspectos físicos, psíquicos e intelectuais.


O processo de desfralde acontece em três dimensões: neurofisiológica, comportamental e psicossocial que podem se desenvolver simultaneamente ou em tempos diferentes.

Ao alcançar o adequado amadurecimento nessas 3 dimensões, a criança estará pronta para o desfralde.


Não há consenso científico sobre a melhor idade para ao início desse processo. Em geral, sugere-se observar o amadurecimento físico-mental para dar início ao desfralde. Cada processo é único, medido pelo contexto escolar, convívio social e o desenvolvimento físico, único de cada criança.


A postura impositiva apressando o processo do desfralde é apontada como um dos fatores que favorece a retenção de urina e fazes, o que pode levar a infecção urinária de repetição e a constipação intestinal durante esse processo.


O controle esfincteriano constitui-se como um dos marcos do desenvolvimento infantil e um desafio para os pais e crianças.



A habilidade como correr, subir escadas sem apoio ou "pular de um só pé" são sinalizadores de que a criança pode estar pronta para o desfralde. Esses comportamentos sinalizam a presença de um sistema neurológico com maiores chances de estar amadurecido.


A aquisição do controle dos esfíncteres vem acompanhada de um reconhecimento pessoal, em que a criança reconhece o seu corpo como indivíduo dentro de um convívio social.


A criança precisa aprender esse comportamento de forma ativa, brincando, experimentando e imitando. Nosso papel é guiar esse aprendizado com pequenas ações que, juntas, constituem o comportamento de fazer xixi e cocô no vaso.

Ações: Abaixar a calça, tirar a roupa de baixo (calcinha ou cueca), sentar no vaso, fazer xixi ou cocô, levantar, pegar papel higiênico para limpar o cocô ou secar o xixi. Depois levantar a cueca ou calcinha, dar descarga, abrir a torneira e lavar as mãos. Vendo cada uma das ações separadas, conseguimos perceber a complexidade de ir ao banheiro.


A criança que acompanha o pai/mãe indo ao banheiro está em um processo ativo de aprendizado, escutando o passo a passo e observando as ações repetidamente, para criar o padrão de comportamento em sua vida diária.



✔ Gina M. G. Sommerfeld Psicologia Clínica | CRP: 05/32130 Psicóloga com formação em Psicologia da Saúde e Pesquisa. Especialização em Psicologia Social e Saúde Psicossomática. Pós-graduanda em psicologia positiva pela PUC-RS.


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