Ansiedade na adolescência: o que está acontecendo?
- Espaço Psiquismo

- 9 de set.
- 3 min de leitura

A adolescência é um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Não é à toa que a ansiedade tem se tornado uma das emoções mais presentes — e, ao mesmo tempo, mais silenciosas — entre jovens.
No meio da rotina escolar, entre provas, redes sociais, expectativas e comparações, muitos adolescentes vivem com medo, angústia e insegurança, sem saber exatamente como lidar com o que sentem.
Mas afinal, o que podemos fazer para apoiar essa fase tão delicada?
Quando tudo parece demais
A adolescência é marcada por mudanças rápidas: no corpo, nas emoções, nas relações e na forma de perceber o mundo. É natural que os jovens se sintam sobrecarregados.
Como lembra o psicólogo Rossandro Klinjey:
“Os adolescentes vivem uma tempestade por dentro, mas quase sempre aprendem que não podem demonstrar.”
É justamente por isso que criar espaços de escuta e acolhimento — seja na escola, em casa ou em outros contextos — é essencial para que o adolescente se sinta mais seguro, confiante e emocionalmente amparado.
Emoções não resolvidas não desaparecem
Quando um adolescente sente ansiedade, mas não entende ou não consegue expressar o que está sentindo, é como navegar sem bússola. Essa confusão emocional se acumula e pode impactar o aprendizado, as relações e até a autoestima.
A psicóloga Zilda Del Prette reforça:
“Habilidades de convivência devem ser ensinadas com a mesma importância que leitura ou matemática.”
A boa notícia é que as emoções podem ser aprendidas, acolhidas e reguladas. E isso pode começar de forma simples: dando nome ao que sentimos.
O papel das competências socioemocionais
As competências socioemocionais funcionam como ferramentas internas que ajudam adolescentes a:
Entender o que estão sentindo
Expressar emoções de forma saudável
Regular reações impulsivas
Desenvolver empatia e escuta
Criar relações mais seguras e respeitosas
Segundo a especialista Ana Lúcia Lipp:
“Ensinar crianças e adolescentes a identificar o que sentem é uma das formas mais eficazes de prevenir transtornos emocionais no futuro.”
Ações simples com grande impacto
Escolas, famílias e espaços de convivência podem incluir práticas que incentivem o cuidado emocional. Algumas estratégias que funcionam bem com adolescentes são:
✨ Rodas de conversa sobre sentimentos
✨ Técnicas de respiração consciente em momentos de tensão
✨ Escuta ativa por parte dos adultos e entre colegas
✨ Dinâmicas que favoreçam autoconhecimento e empatia
Essas ações não exigem grandes estruturas.
O que faz diferença é a presença genuína e a escuta com respeito.
O efeito de ser ouvido
Quando um adolescente percebe que pode falar sem medo de ser julgado, algo muda. A ansiedade tende a perder força, enquanto a autoconfiança, o senso de pertencimento e a empatia ganham espaço.
Fortalecer vínculos no cotidiano escolar é, sem dúvida, um caminho para reduzir o sofrimento emocional e construir ambientes mais humanos, respeitosos e colaborativos.
Conclusão: cuidar das emoções também é educar
Quanto mais cedo os adolescentes aprendem a cuidar das próprias emoções, mais preparados estarão para enfrentar os desafios da vida com equilíbrio, coragem e humanidade.
Se você é educador(a), gestor(a) ou responsável por adolescentes, criar espaços de diálogo e acolhimento emocional pode transformar não apenas o presente, mas também o futuro desses jovens.
Gina M. G. Sommerfeld | Coordenadora do Espaço Psiquismo
Psicologia Clínica e Saúde Psicossomática
Espaço Psiquismo Saúde e Desenvolvimento Humano
✅ Entre em contato e agende o seu horário
📍 Espaço Psiquismo | Niterói, RJ
📲 (21)99212-4985



Comentários